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segunda-feira, 5 de abril de 2010

Urbanização da orla da praia do amor - Outeiro, Pará(2005)

Outeiro é uma localidade balneária situada na Ilha de Caratateua, próxima ao Distrito de Icoaraci, todos pertencentes ao Município de Belém. Suas praias de água doce são banhadas pela Baía do Guajará, e a proximidade à Belém (18 Km por via rodoviária), juntamente com a facilidade de seus acessos, fazem com que essas praias sejam bastante procuradas em finais de semana, feriados e períodos de férias.

Fig.1 - Praia do Amor. Situação Atual


Dentre as diversas orlas das praias integrantes do complexo balneário em questão, a Orla da Praia do Amor, objeto da intervenção proposta pelo presente projeto, é uma das que menos infra-estrutura possui. Em toda a sua extensão, aproximadamente de 350 metros, há abundante arborização, com espécies dos mais variados tipos e portes. Não existe via litorânea, sendo direta a interface entre a praia e os lotes a ela lindeiros. Esses lotes não guardam alinhamento retilíneo, seus limites não parecem seguir disciplina comum a todos, e seus acessos, tanto de pedestres quanto de veículos, se processa pela areia, nos trechos onde a trafegabilidade é possível. Em períodos de grandes marés, a água se aproxima bastante dos lotes, dificultando ainda mais seus acessos. Independentemente da ausência da rua formalmente constituída, existe tráfego e estacionamento de veículos ao longo da orla, de forma livre e desorganizada.

Fig.2 - Vegetação Abundante

Fig.3 - Vegetação abundante

Fig.4 - Alinhamento Irregular

Fig.5 - Tráfego e estacionamento desorganizado


Atualmente, o acesso à Praia do Amor é realizado por cinco vias, que ligam a Avenida Paulo Costa diretamente à areia da praia. Essas vias, a Alameda Enock Pinto, a Alameda Maria do Carmo, a Alameda Praia do Amor, a Alameda João Amanajás e a Alameda Princesinha do Mar, todas em declive no sentido da praia, estão em precárias condições, algumas com revestimento asfáltico deteriorado e outras com pavimentação em piçarra, desgastada pelo natural carreamento desse material. Em nenhuma delas existe rede de drenagem, a qual se faz de maneira superficial, com as águas de chuvas correndo livremente rumo à praia. Em alguns pontos, esse processo erodiu o solo criando fendas e obrigando a população local a improvisar estruturas para evitar alagamentos e maior destruição da área.

Fig. 6 - Alameda Maria do Carmo


Fig.7 - Alameda Praia do Amor

Fig. 8 - Alameda João Amanajás
Fig.9 - Solo Erodido



Existem algumas poucas estruturas públicas edificadas no local. À oeste, uma escada em concreto que liga à orla da praia adjacente marca o início da área em questão, e à leste uma ponte em madeira, em péssimo estado de conservação, posiciona-se quase no final do trecho a ser tratado. Ambas as estruturas atravessam cursos d’água de pequeno porte, e desempenham, apesar da precariedade de suas configurações físicas, importante papel no sistema de circulação de pedestres do conjunto.

Fig.10 - Escada em concreto

Fig.11 - Ponte em madeira

Em todo o local, existe sistema de iluminação pública, ineficiente, contudo, não apenas em virtude da pouca quantidade de luminárias, mas, também, da densa arborização existente.


A área a ser tratada tem como uso predominante, além do lazer proporcionado pela balneabilidade da Praia do Amor, atividades de comércio e serviços. Os lotes voltados à praia abrigam, em sua grande maioria, bares, lanchonetes, restaurantes e pousadas, os quais dão suporte à presença da população que freqüenta o local. Os estabelecimentos que comercializam alimentos utilizam área externa aos limites de seus lotes, atendendo suas clientelas não apenas nas dependências privativas, mas, também, em mesas colocadas na área pública, sob as sombras das árvores que se distribuem, fartamente, pelo local.

Fig.12 - Mesas na areia

Fig.13 - Mesas na areia


Nos últimos anos, com o aumento da afluência de público no local e o esgotamento da disponibilidade de lotes para a implantação de novos estabelecimentos comerciais que possam suprir as necessidades dos usuários, tem se observado o aparecimento de pontos de vendas, ainda que de pequeno porte, sobre a área da praia, caracterizando o início de um processo de privatização do espaço público.
O local, como um todo, é bastante agradável. A beleza natural decorrente da presença conjunta da ampla praia fluvial e vegetação abundante, aliada ao serviço de apoio de razoável eficiência, fazem do conjunto um lugar aprazível. Entretanto, o tipo de atividade ali desenvolvida juntamente com a dificuldade de acessibilidade que a ausência de um sistema viário formal acarreta, conferem à área uma forte tendência à degradação e insegurança. As atuais características do local, tanto físicas quanto funcionais, tem como conseqüência, por exemplo, a volumosa geração de resíduos diante dificuldade de mobilidade dos veículos da limpeza pública, e a elevada concentração de pessoas em pontos de baixa acessibilidade de viaturas de polícia, ambulâncias e carros de bombeiros, dentre outros aspectos. Além disso, há, também, dificuldades de abastecimento dos estabelecimentos e freqüentes conflitos de circulação envolvendo veículos e pedestres.
Diante disso, faz-se necessária uma intervenção no local, no sentido de preservar os recursos naturais da área, resguardar o espaço público para uso coletivo, e, sobretudo, proporcionar à população lazer mais seguro e salubre.

O PROJETO

A intervenção proposta pelo projeto aqui apresentado surgiu da análise minuciosa da atual configuração física e funcional do local, a qual apontou, como solução para a maioria dos problemas identificados, a construção da infra-estrutura de circulação da orla. Essa intervenção, com um todo, foi planejada de forma cuidadosa para não descaracterizar a paisagem natural nem modificar o uso e o funcionamento há anos consolidado no local, fatos que, se verificados após a execução do projeto, comprometeriam sua adequabilidade à situação.
Assim, foi projetada uma via litorânea, de traçado levemente sinuoso, paralela à praia, ligando as extremidades das Alamedas Enock Pinto e João Amanajás. Adjacente à via, entre esta e a praia, concebeu-se um sistema de passeios e canteiros, destinados à circulação de pedestres, ao lazer, e, sobretudo, ao apoio à prestação dos serviços de alimentação ali consolidados. Todo o complexo receberá iluminação, de maneira a viabilizar, com segurança, seu uso noturno.

Fig.14 - Projeto proposto. Planta Geral


A sinuosidade do traçado proposto, além de ser pertinente para intervenções nas quais, a exemplo da aqui apresentada, se pretende suavizar o impacto da urbanização de áreas naturais, deve-se, sobretudo, à intenção de sacrificar o menor número possível de árvores. As áreas pavimentadas foram projetadas de maneira a contornar e, assim, preservar, ao máximo, a vegetação existente, a qual foi criteriosamente estudada, avaliando-se os impactos da retirada ou permanência de espécimes. Essa análise ponderou o porte e a localização de cada árvore frente às necessidades e possibilidades do estabelecimento do sistema viário, e apenas propuseram-se remoções inevitáveis e/ou aceitáveis. Diante dessas imperiosas perdas, para mitigar seus impactos negativos, está projetado o plantio de, aproximadamente, 50 espécies.
O complexo de passeios e canteiros proposto está posicionado, como mencionado, adjacente à via, mas não se encerra nos limites desta. Esse sistema se desenvolve por toda a extensão da orla e abriga, sobretudo em seus canteiros, mesas à sombra das árvores, atendidas pelos bares e restaurantes ali estabelecidos. O projeto mantém o princípio do funcionamento de comércio e serviços com sucesso estabelecido e consolidado no local, organizando uma grande praça de alimentação ao ar livre, conservando, assim uma das principais características da área, considerada como grande responsável pela freqüência do lugar.

Fig. 15 - Atual situação da Orla

Fig. 16 - Futura situação da Orla


O projeto, como um todo, é concebido para ordenar física e funcionalmente o lugar. A consolidação de uma via litorânea formalizada para estruturar a circulação de veículos, resolvendo, também, suas permanências com a criação de 36 vagas de estacionamento, organizará de forma segregada os fluxos de acordo com suas naturezas, dando segurança, assim, aos pedestres. Ficarão claros, ainda, com a definição do alinhamento do sistema viário, os limites entre as propriedades públicas e privadas, de forma que se tenha livre acesso nas áreas coletivas e se proteja a privacidade dos lotes particulares.

Fig.17 - Projeto proposto. Planta geral . Detalhe



Outro limite formal estabelecido pelo projeto é a divisa entre a praia e a área urbana. Essa fronteira será marcada por um muro de arrimo que, erigido no local, além de desempenhar a função de marcar tal borda, também conterá o aterro sobre o qual o sistema viário será construído, e, ainda, evitará alagamentos eventualmente ocorridos em épocas de grandes marés. A criação do muro de arrimo, apesar de estabelecer o limite físico entre o passeio e a praia, não dificultará o acesso a esta, uma vez que haverá, a cada 18 metros aproximadamente, escadas e rampas para trânsito entre essas duas áreas.
De acordo com a filosofia do projeto, haverá poucas edificações na área a ser tratada. Serão construídos, além dos bancos em concreto distribuídos pelos passeios, quatro abrigos de pequeno porte, igualmente dotados de bancos, e uma ponte em concreto com guarda-corpos metálicos. Esse elemento será destinado à travessia exclusiva de pedestres sobre o pequeno curso d’água que corta transversalmente a orla, e substituirá a já mencionada estrutura em madeira nesse local existente que, de forma precária, atualmente cumpre a mesma função de circulação.

Fig.18 - Abrigo

Fig.19 - Abrigo

Fig.20 - Ponte

Houve especial atenção com relação à mobilidade e acessibilidade de portadores de necessidades especiais. O complexo urbanístico da orla será, integralmente, dotado de rampas de acesso a todos os ambientes, e os materiais de pavimentação terão acabamento plano para não oferecer nenhum desconforto à circulação. As ruas serão asfaltadas, e os passeios em blocos articulados com detalhes em concreto estampado.
O projeto, além da construção da orla, também tratará das vias de acesso a esta área justafluvial. As alamedas Enock Pinto, Maria do Carmo, Praia do Amor e João Amanajás serão, a exemplo da nova via litorânea, asfaltadas, sinalizadas e dotadas de sistema de drenagem. O trânsito será ordenado, de forma a otimizar o fluxo de veículos, propondo-se, em todas, mão única. Dessa forma far-se-á, na orla, sentido João Amanajás - Enock Pinto (leste – oeste), nas alamedas Enock Pinto e Praia do Amor, sentido praia – cidade (norte – sul), e nas alamedas Maria do Carmo e João Amanajás, sentido cidade – praia (sul – norte).
Como resultado final, o conjunto urbanístico proposto se submete, na medida do possível, às pré-existências naturais do lugar, de maneira a conservar ao máximo seu caráter bucólico, muito embora a construção da infra-estrutura acima descrita vá desconfigurar, ainda que de forma pouco significativa, a atual paisagem do local. Essa necessária mudança, porém, criará condições, hoje impossíveis, para ganhos coletivos, tanto da área em si quanto da comunidade que a usufrui. A urbanização da orla protegerá a mesma da degradação física por processos naturais, por exemplo, atuando o sistema de drenagem e o muro de arrimo na detenção de processos erosivos e no impedimento de eventuais cheias. As propriedades serão valorizadas e a população disporá com mais facilidade dos serviços públicos a que tem direito, já que as futuras novas condições do sistema viário permitirão ali chegar, com mais eficiência e rapidez, segurança, atendimento de saúde, limpeza pública, dentre outros.


Fig.21 - projeto propsto. Vista geral




Outro ganho com a construção da orla refere-se à micro-economia do local, a qual será incrementada com a implantação do novo cenário. Haverá mais possibilidades para elevação da qualidade na prestação de serviços por parte dos pequenos empresários ali estabelecidos, os quais terão melhores condições de abastecimento, dilatação de horário de funcionamento pela perspectiva do turno noturno, mais visibilidade para seus negócios, e, conseqüentemente, maior público e renda.
A Orla da Praia do Amor, uma vez urbanizada, proporcionará a integração à cidade de um patrimônio de grande qualidade ambiental e alto potencial como área de lazer, o qual, hoje, começa a ser ameaçado pela degradação, além de estar sub-utilizado pela pequena freqüência. A ação do poder público que o projeto enseja, ao mesmo tempo que eleva as possibilidades de gestão e conseqüente resguardo do lugar, democratiza amplamente seu acesso à população.

Fig.22 - Projeto proposto. Vista geral

Vila da Barca - Belém, Pará (2004)

Em Construção

quarta-feira, 31 de março de 2010

Urbanização da Orla de Marudá - Pará, ( 2004 )

MEMORIAL


Arq. José Maria Coelho Bassalo e Arq. Flávio Campos do Nascimento

Marudá é uma localidade balneária pertencente ao município de Marapanim, nordeste do Estado do Pará. Situada de frente para a Baía de Marudá, foz do Rio Marapanim, a cidade possui 1600 m de praia de água salgada, bastante freqüentada em períodos de férias e feriados. Além se sua beleza natural, o facilitado acesso rodoviário (14,4 km da sede do município, Marapanim e 160 Km da capital do Estado, Belém), juntamente com a boa infra-estrutura de apoio à população (sistema Cosanpa de abastecimento de árua, Rede Celpa de energia elétrica, e tefefonia fixa e celular de diversas concessionárias), são os principais fatores que fazem com que a localidade seja uma das mais visitadas do Estado.

Fig.1 - Estado do Pará - Nordeste

Fonte : http://www.calle.com/world/br/16maruda.html


Nos últimos anos, o fluxo crescente da atividade turística demandou a necessidade de incrementação da infra-estrutura instalada não apenas para abrigar a numerosa população flutuante, mas, também, para disciplinar o parcelamento e o uso do solo da localidade. Atualmente a orla da praia está em processo de ocupação, com estabelecimento de diversos lotes seguindo uma linha sinuosa, com suas frentes voltadas para a areia, por onde se processam seus acessos. Por conseguinte, não há limitações de passagens de veículos motorizados à área da praia, fato que coloca em risco banhistas, além de proporcionar degradação ambiental.

Fig.2 - Situaçaõ Atual

Fig.3 - Situação Atual



Em períodos de férias e feriados, a praia é palco de eventos diversos, como, por exemplo, shows e feiras, instalando-se para isso, infra-estrutura provisória de atendimento à população. Essa infra-estrutura, constituída, principalmente, por barracas de vendas de alimentos, concentra-se nas proximidades do acesso à praia, dificultando o trânsito de veículos naquele ponto e despejando resíduos diretamente no solo.
Diante do quadro geral apresentado, problemático, em alguns aspectos, como resumidamente acima demonstrado, o Governo do Estado do Pará irá construir uma via litorânea ao longo de parte da orla da praia e, também, uma praça para grandes eventos.

Fig.4 - Projeto de urbanização. Vista Geral




A via litorânea iniciar-se-á ao final da Pa-318, e desenvolver-se-á, ao longo de, aproximadamente, 500 metros pela orla da praia até encontrar a via paralela à referida Pa. A nova via terá 78 vagas de estacionamento e calçadão com 6,70 m de largura, no qual serão dispostos bancos em toda a sua extensão, além de abrigos em pontos de convivência. Os abrigos serão elementos abertos cobertos com telhas de barro sobre estruturas de madeira, sustentadas por pilares em concreto. Cada abrigo conterá dois bancos duplos, em concreto, do mesmo modelo que será disposto ao longo da orla.

Fig.5 - Vista aérea da orla



Fig.6 - Abrigos e Muro de arrimo



Fig.7 - Calçadão e bancos




O sistema viário como um todo será limitado por um muro de arrimo em concreto ciclópico, o qual conterá o aterro necessário para a construção da via. O nível superior do arrimo ficará 40 cm acima do nível do calçadão, atuando como marcação do limite do passeio e, também, como banco corrido. As pistas de rolamento serão asfaltadas e as calçadas em piso cimentado. Os acessos para a praia serão realizados por dois conjuntos de rampas para pedestres posicionados ao longo do calçadão, e também, por duas rampas contíguas às vias que limitam a intervenção.

A praça de eventos será um espaço de 4.600 m², dotado de um palco fixo em estrutura de concreto com área de apresentação de 300 m². O palco será posicionado de forma que possibilite sua contemplação de todos os pontos da praça, sem, contudo, constituir um obstáculo à visualização da paisagem. Haverá dois conjuntos de sanitários públicos sob a estrutura do referido palco, ambos dotados de unidades para portadores de necessidades especiais. O centro da praça será constituído de uma extensa área pavimentada em cimento com capacidade para, aproximadamente, 1.500 espectadores, circundada por jardins e caixa de areia com brinquedos infantis. Em sua periferia, a calçada igualmente cimentada terá largura suficiente para a montagem de barracas temporárias. A pavimentação do piso da praça apresentará desenhos em cimento pigmentado.

Fig.8 - Praça de eventos. Vista Geral



Fig.9 - Praça de eventos. Brinquedos




Fig. 10 - Praça de eventos. Detalhe




Fig.11 - Palco




A construção da via litorânea e da praça de eventos são partes das ações de urbanização que o Governo do Estado pretende implementar na localidade de Marudá, não apenas para incrementar a intensa atividade turística já existente no município, como, também, para proteger o meio ambiente local.



Fig.12 - Abrigo e palco ao fundo



Fig.13 - Abrigo e praça de eventos ao fundo

segunda-feira, 1 de março de 2010

Urbanização da Orla de Alter do Chão - Pará, 2004

MEMORIAL

A vila de Alter do Chão é um distrito do Município de Santarém. Ocupando área de 80 hectares, a vila está localizada a 2°30’13” de latitude sul e 54°57’09” de longitude oeste, à margem direita do Rio Tapajós, afluente do Rio Amazonas. Segundo dados do IBGE, a vila possui população aproximada de 2.200 pessoas.

1. LOCALIZAÇÃO DA ÁREA DE INTERVENÇÃO E DESCRIÇÃO DA SITUAÇÃO ATUAL

Área de intervenção - Aerofoto

A área de intervenção definida pelo Termo de Referência que norteou a concepção do projeto aqui proposto é o trecho público da Vila de Alter do Chão iniciando na área contígua à Lagoa do Terminal Turístico, e estendendo-se pela rua justafluvial Lago Verde, a Travessa Antonio Alves e a Travessa dos Mártires (entre a Rua Lago Verde e a Rua Lauro Sodré), a Praça Sete de Setembro e a Rua Lauro Sodré (entre a Lagoa do Terminal Turístico e a Travessa Copacabana). A área em questão está situada de frente para o Lago Verde, um dos principais pontos de atração da Vila, e apresenta configuração diversa, a qual será descrita a seguir.

Área de Intervenção - Planta Geral

1.1. ÁREA CONTÍGUA À LAGOA DO TERMINAL TURÍSTICO (CAT)



Área de Intervenção - Planta Geral


A área contígua à Lagoa do Terminal Turístico sugere uma quadra desocupada da malha urbana (Fig.1). Esse local, posicionado em uma das extremidades da Rua Lauro Sodré, está quase integralmente tomado pela vegetação e apresenta uma única e abandonada edificação. Ali está localizado o trapiche em madeira (Fig.2) que, atravessando a lagoa, dá acesso ao referido Terminal destinado a receber turistas que chegam a Alter do Chão via fluvial. A lagoa, observe-se, apenas se manifesta em meses de maré cheia.

Fig.1 - Área contígua à lagoa do terminal turístico

Fig.2 - Trapiche de Acesso ao Terminal Turístico




1.2. RUA LAGO VERDE

A Rua Lago Verde (Fig.3 e 4) constitui o trecho justafluvial que se desenvolve desde a Travessa Frei Cristóvão até o prolongamento da via lateral à Praça Sete de Setembro. Sua interface com a praia é determinada pelo muro de arrimo cuja cota de coroamento é a mesma do nível do greide, não havendo nenhum guarda-corpo de proteção. Existem diversas escadas de acesso à praia, algumas em concreto, outras em alvenaria e madeira, todas em precário estado de conservação.

Área de Intervenção - Planta Geral


A via possui pavimentação natural em piçarra e nenhum passeio em frente aos lotes lindeiros. A drenagem pluvial se processa, igualmente, de maneira natural, sendo a praia o destino final das águas. Em alguns pontos, o carreamento do material da pavimentação ocasionado pela movimentação da água pela superfície da via erodiu partes do solo.

Fig.3 - Rua Lago Verde

Fig. 4 - Rua Lago Verde. Coroamento do muro de Arrimo


Existe uma rede de postes exclusivamente destinada à iluminação pública. Os lotes lindeiros são alimentados de energia elétrica pela rede que passa na Rua Lauro Sodré.
A arborização da rua é bastante incipiente, com árvores novas plantadas de forma desordenada, sem critério aparente.


1.3. RUA ANTONIO ALVES E RUA DOS MÁRTIRES

A Rua Antonio Alves e a Rua dos Mártires, em seus perímetros delimitados pelas ruas Lago Verde e Lauro Sodré, possuem configuração semelhante. Ambas ligam vias com níveis diferentes, constituindo, portanto planos inclinados, assim como apresentam pavimentação natural em piçarra com pontos erodidos devido à ação da movimentação das águas pluviais.

Área de Intervenção - Planta Geral

Na Travessa Antonio Alves (Fig.5), no trecho em questão, é possível encontrar, em um lado, um passeio cimentado dotado de árvores recentemente plantadas, bem como um poste de iluminação pública. Já na Travessa dos Mártires (Fig.6), inexiste qualquer calçamento, iluminação ou vegetação de porte.

Fig.5 - Travessa Antônio Alves

Fig.6 - Travessa dos Mártires


1.4. PRAÇA SETE DE SETEMBRO

A Praça Sete de Setembro (Fig.7) é, atualmente, o ponto focal do conjunto urbano a ser tratado. Nesse espaço e em seu entorno desenvolvem-se atividades diversas, em estruturas permanentes ou temporárias. A praça em si encontra-se, de maneira geral, em razoável estado de conservação. Seu piso é constituído de pavimentação em blocos articulados de concreto entremeados de canteiros gramados dotados de árvores de portes variados. O mobiliário urbano é integrado, fundamentalmente, por bancos de madeira e ferro, um coreto em estrutura metálica e uma barraca de vendas de alimentos. A iluminação da praça é apenas razoável, não apenas pelo pequeno número de luminárias instaladas, como, também, pelo sombreamento ocasionado pelas árvores de grande porte ali existentes.

Área de intervenção - Planta Geral

A utilização da praça é bastante variada. Além do lazer contemplativo que proporciona, serve, igualmente, por exemplo, para apoiar atividades externas de comemorações religiosas que se realizam na Igreja de Nossa Senhora da Saúde, a qual possui sua fachada principal para a praça voltada.

Fig.7 - Praça Sete de Setembro

Fig.8 - Palco em ruinas


No lado oposto à Igreja, no talude de descida para a praia, existe uma estrutura em forma de palco (Fig.8), hoje em ruínas e desativada, destinada a apresentações artísticas de natureza variada. Sob essa estrutura, há bares e banheiros, os quais também se encontram fechados.
Ao lado da referida estrutura do palco está uma rampa que leva à escada de descida para a praia (Fig.9), a qual, em períodos de maré cheia, é o principal ponto de atracação das catraias, as pequenas canoas que fazem a travessia para a Ilha do Amor. Esse caminho, pela intensa movimentação que possui, atrai equipamentos de vendas diversos, como, por exemplo, carrinhos de sorvetes e barracas de lanches (Fig.10).


Fig.9 - Rampa e escada de acesso à praia



Fig.10 - Barracas de lanches


1.5. RUA LAURO SODRÉ

A Rua Lauro Sodré apresenta dois trechos com características físicas bastante distintas. O segmento que se estende da Lagoa do Terminal Turístico até a Praça Sete de Setembro (Fig.11) é predominantemente residencial, possui pavimentação em piçarra sobre a qual as águas pluviais são drenadas naturalmente, e pouquíssimos passeios. A rede de postes que o serve constitui-se de unidades em concreto e, também, em madeira, que conduz as fiações da distribuição de energia elétrica, iluminação pública e telefonia fixa.





Área de Intervenção - Planta Geral



O segmento da Rua Lauro Sodré que liga a Praça Sete de Setembro à Travessa Copacabana é de uso misto (comercial e residencial), e integralmente pavimentado em asfalto (Fig.12), com exceção da parte em concreto em frente à referida praça. Há passeios cimentados ao longo do trecho, com guias bem definidas e sarjetas para coletar as águas pluviais e conduzi-las a canaletas que descem o talude em direção à praia.
A pavimentação asfáltica encontra-se, em geral, em razoável estado de conservação, possuindo alguns pontos que necessitam de recomposição. Os passeios, juntamente com seus meios-fios e sarjetas, estão, em alguns locais, deteriorados, carecendo de recuperação.

Fig.11 - Rua Lauro Sodré. Trecho pavimentado em piçarra





Fig.12 - Rua Louro Sodré. Trecho paviementado em asfalto




1.6. MURO DE ARRIMO E ESCADAS DE ACESSO À PRAIA

Ao longo dos trechos justafluviais da Rua Lago Verde e da Rua Lauro Sodré existe um muro de arrimo construído em alvenaria de pedra argamassada. Esse muro possui altura que varia entre 3,20m e 0,40m, e apresenta pontos deteriorados em toda a sua extensão. De maneira geral, o rejuntamento em argamassa está comprometido, com as pedras expostas e soltas em alguns locais. Há determinados partes em que a maré solapou a base do muro, desprotegendo suas fundações (Fig.13)




Área de Intervenção - Planta Geral




Em frente à Rua Lauro Sodré há 32 m desabados do muro, sobre os quais foram colocados gabiões para conter o talude ali existente (Fig.14).
Existem diversas escadas distribuídas por toda a extensão do muro de arrimo. Nos trechos em que o muro é mais alto, em frente à Rua Lauro Sodré, as escadas são todas construídas em alvenaria de pedra argamassada, e apresentam sinais de deterioração (Fig.15). Já as escadas localizadas na Rua Lago Verde são constituídas de materiais diversos como a madeira, o concreto e também a alvenaria de pedra argamassada. Nesse último trecho, as escadas estão em ruínas.


Fig.13 - Muro de Arrimo. Solapamento da base



Fig. 14 - muro de Arrimo.Trecho desabado


A principal escada de acesso à praia situa-se em frente à Praça Sete de Setembro (Fig.16). É através dela que se processa o acesso ao embarque nas catraias em períodos de maré cheia. Essa escada, apesar de intensamente utilizada, apresenta mau estado geral e não oferece segurança para seus usuários. Sua base, assim como alguns trechos do muro de arrimo, está em processo de solapamento, o que pode acarretar seu colapso.




Fig.15 - Escada deteriorada de acesso à praia




Fig.16 - Principal escada de acesso à praia


1.7. TALUDE

O talude gramado (Fig.17), posicionado ao longo do trecho justafluvial da Rua Lauro Sodré, está, de maneira geral, em razoável estado de conservação. Existem alguns pontos que necessitam de complemento de material e outros precisando de manutenção na cobertura vegetal. Sobre o talude se estendem escadas e rampas de acesso à praia e, também, canaletas de drenagem do sistema viário adjacente (Fig.18). Esses elementos, apesar de apresentarem configuração heterogênea quanto a suas integridades físicas, estão, todos, em pleno funcionamento. Próximo à linha do muro de arrimo, está uma rede de postes de concreto que sustenta o sistema de iluminação do talude e da praia.



Área de Intervençcão - Planta Geral



Fig. 17 - Talude gramado



Fig.18 - Talude gramado. Canaleta



2. INFRA-ESTRUTURA URBANA EXISTENTE NA ÁREA

2.1. SISTEMA VIÁRIO E DRENAGEM

O sistema viário da área em questão é composto, em sua maioria, por vias pavimentadas com asfalto CBUQ, à exceção de algumas ruas ou trechos pavimentados em concreto e outros que estão em leito primário de piçarra. Todas as vias pavimentadas com asfalto CBUQ e concreto possuem calçadas revestidas em blocos ou argamassa de cimento, apresentando meios-fios e sarjetas por onde escoam superficialmente as águas pluviais. Existem, ao longo da Rua Lauro Sodré diversas bocas de lobo que conduzem as águas pluviais a canaletas sobre o talude, para então despeja-las na praia.


2.2. ENERGIA ELÉTRICA

A energia elétrica que alimenta a área em questão é, assim como em toda a vila, de responsabilidade da Rede Celpa.


2.3. TELECOMUNICAÇÕES

A área em questão é atendida pelo serviço prestado pela Telemar, existindo, no local, alguns telefones públicos. Há também, na área, a cobertura de diversas empresas operadoras de telefonia móvel (Celular).


2.4. ABASTECIMENTO DE ÁGUA E ESGOTO SANITÁRIO

O sistema de abastecimento de água do trecho em questão, assim como em toda a vila, é de responsabilidade da COSANPA – Companhia de Saneamento do Estado do Pará. Quanto ao esgoto sanitário, não existe, na área, nenhum sistema, resolvendo-se a disposição dos efluentes por meio de fossas individuais.


3. SITUAÇÃO DA PROPRIEDADE DO TERRENO E SEU VALOR DE MERCADO

O terreno no qual será executada a intervenção aqui apresentada é público, de propriedade, portanto, do poder público municipal, não possuindo, por isso, valor de venda no mercado.

4. PROPOSTA

4.1. JUSTIFICATIVA DA PROPOSTA

A Vila de Alter do Chão é um dos mais importantes pólos turísticos do Estado do Pará. Situada a aproximadamente 30 Km da cidade de Santarém, com a qual se comunica por via rodoviária e fluvial, Alter do Chão atrai, ao longo do ano, um enorme contingente de turistas brasileiros e estrangeiros. Dentre seus inúmeros atrativos, a vila possui uma beleza natural incomum, dada sua localização às margens do Rio Tapajós cujas águas verdes e limpas proporcionam lazer balneário saudável em todos os aspectos. Além disso, a localidade sedia eventos bastante concorridos, como, por exemplo, a famosa Festa do Çairé, realizada no mês de setembro, com manifestações folclóricas e religiosas envolvendo, de forma direta e indireta, um grande número de pessoas.
A área objeto da intervenção é um dos principais pontos de concentração da atividade turística da vila. O local como um todo, está posicionado de frente para o Lago Verde, no qual se localiza a Ilha do Amor, para cujos bares converge a grande maioria dos turistas em atividade balneária. Investimentos na área, portanto, justificam-se pelos benefícios que trarão o incremento do uso do local, proporcionado por uma melhor infra-estrutura de apoio.
Além da intensificação do turismo, existem justificativas de outras naturezas para a intervenção na área. Conforme já mencionamos anteriormente, verificam-se fenômenos erosivos nas superfícies das vias com pavimentação natural, e, também, deterioração física no muro de arrimo ao longo da orla. Esses processos necessitam ser detidos para evitar problemas ambientais mais graves, como a desintegração das vias ou mesmo o desabamento do referido muro e o conseqüente desbarrancamento do talude.


4.2. DESCRIÇÃO DA PROPOSTA

A intervenção proposta para a referida área da Vila de Alter do Chão constitui-se, em linhas gerais, da reurbanização de toda a área em questão, envolvendo os seguintes aspectos: Urbanização e Arquitetura, Muro de Arrimo, Estrutura de Edificações, Sistema Viário, Drenagem Pluvial, Paisagismo, Instalações Elétricas e de Proteção contra Descargas Atmosféricas, Instalações Telefônicas, Instalações Hidro-sanitárias e Instalações de Prevenção e Combate a Incêndio.
A seguir, apresentamos individualmente os Memoriais referentes a cada Projeto integrante do Projeto Executivo, sendo esses textos, em forma e conteúdo, de inteira responsabilidade de seus autores.

4.2.1. PROJETO EXECUTIVO DE URBANIZAÇÃO E ARQUITETURA

Arq. José Maria Coelho Bassalo e Arq. Flávio Campos do Nascimento


A área objeto da intervenção proposta será tratada como um todo, aplicando-se, contudo, soluções urbanísticas e arquitetônicas específicas para cada ponto, de acordo com as características e necessidades identificadas.


4.2.1.1. ÁREA CONTÍGUA À LAGOA DO TERMINAL TURÍSTICO (CAT)

A área contígua à lagoa do Terminal Turístico (CAT) receberá uma grande praça que funcionará como um anfiteatro destinado a eventos folclóricos. Esses eventos serão realizados como parte das atividades de recepção a turistas que chegarão à Vila de Alter do Chão por via fluvial, e que desembarcarão no referido Terminal. A praça, toda em piso cimentado, terá, fundamentalmente, um espaço central para apresentações, cercado de bancos em dois níveis para acomodar espectadores. Haverá, ainda, nesse local, um edifício de apoio para os turistas (Fig.19), dotado de sanitários e lanchonete, além de espaço coberto para embarque e desembarque em veículos de pequeno e grande porte (ônibus). Essa edificação será conectada ao trapiche existente que leva ao Terminal, e, em linhas gerais, será uma cobertura em telhas cerâmicas apoiada sobre estrutura de madeira com pilares em concreto. Os ambientes que ali existirão serão compostos por alvenaria de tijolos igualmente cerâmicos.



Fig. 19 - Terminal Turístico.Edifício de apoio


4.2.1.2. RUA LAGO VERDE

A Rua Lago Verde será pavimentada em blocos de cimento, receberá passeios cimentados nos dois lados, baias para estacionamento de veículos, e sistema de drenagem superficial e subterrâneo. Ali haverá calçadão com largura suficiente para bancos e para montagem, em períodos de temporada, de barracas para comercialização de produtos diversos. O calçadão receberá guarda-corpo metálico de proteção sobre o muro de arrimo que marca o limite entre a rua e a praia, para a qual haverá acesso por meio de uma escada em concreto.


4.2.1.3. RUA ANTONIO ALVES E RUA DOS MÁRTIRES

A Rua Antonio Alves e a Rua dos Mártires receberão pavimentação em CBUQ, e, também, passeios cimentados e drenagem subterrânea.


4.2.1.4. PRAÇA SETE DE SETEMBRO

A Praça Sete de Setembro será integralmente reformada. Será demolido todo o atual piso em blocos de cimento e retirado todo o mobiliário urbano existente (bancos, lixeiras e coreto). A nova praça será formalmente estruturada a partir de um espaço circular posicionado na direção da porta da Igreja de Nossa Senhora da Saúde, e, também, do novo coreto (Fig.20). O espaço funcionará como adro da igreja e apoiará atividades religiosas externas. Já o coreto será uma estrutura mista em concreto e aço, com piso em ladrilho hidráulico conformando desenhos regionais, elevado 1 metro em relação ao nível da praça e terá funções diversas, como, por exemplo, de marco referencial, monumento, palco, abrigo, e ambiente de estar. A vegetação existente será conservada, com os novos canteiros posicionados de maneira a abrigá-la e receber, também, complementações. Um dos canteiros de maior porte terá mesinhas em concreto para jogos e, portanto, forração vegetal diferenciada. Todo o piso da praça será cimentado, com exceção do espaço em frente à igreja que receberá pavimentação em Korodur, compondo desenhos com motivos regionais. Por toda a área serão lançados bancos e lixeiras.



Fig.20 - Coreto

O sistema viário ao redor da praça também será modificado, tanto em sua geometria quanto em sua pavimentação, a qual receberá acabamento em CBUQ. As esquinas da praça terão seus raios de curvatura modificados, a geometria do trecho frontal à praça da Rua Lauro Sodré terá sua curva suavizada, e o passeio da rua lateral receberá complementação para envolver a mangueira que se encontra no meio da via. Na outra rua lateral à praça, a qual possui caixa mais larga, serão criadas vagas de estacionamento perpendiculares ao passeio. Essa rua também será prolongada até encontrar a Rua Lago Verde, criando-se um novo trecho, hoje inexistente, o qual possuirá, igualmente, vagas de estacionamento.
Em frente à praça, no lado oposto à igreja, na nova esquina da Rua Lauro Sodré com o prolongamento da via a ser construído, o palco existente será demolido, dando lugar a uma nova esplanada, destinada, a exemplo da estrutura antiga, a servir de ponto de contemplação da paisagem, e, também, de palco para apresentações artísticas.


4.2.1.5. RUA LAURO SODRÉ

A Rua Lauro Sodré será tratada desde a Lagoa do Terminal Turístico (CAT) até a Travessa Copacabana. No trecho entre a Lagoa e a Praça Sete de Setembro, a via será integralmente pavimentada em CBUQ, receberá passeios cimentados dos dois lados e sistema de drenagem superficial e subterrânea. Já o trecho que liga a praça à Travessa Copacabana, atualmente asfaltado, receberá apenas nova camada de CBUQ para sua recuperação, além de recomposição de passeios e sistema de drenagem superficial e subterrânea. Os bancos existentes no passeio deste segundo trecho serão demolidos e substituídos por modelos novos, em concreto e aço (Fig.21).
Fig. 21 - Banco


4.2.1.6. MURO DE ARRIMO E ESCADAS DE ACESSO À PRAIA

O muro de arrimo existente ao longo da orla será todo recuperado, restaurando-se o rejuntamento de suas pedras constituintes e reconstruindo-se a parte desabada. Será edificada, também uma contra-sapata para proteção da base do muro, hoje sujeita a processos de solapamento. No trecho do muro entre a atual escada de embarque às catraias e sua extremidade junto à Travessa Copacabana, em seu coroamento, será construído um passeio em concreto, para o qual se terá acesso por meio de escadas e rampas. Esse passeio será integralmente protegido por guarda-corpo metálico, possuirá caramanchões em alguns pontos mais largos, e constituir-se-á em local de intensa circulação e estar.

Fig.22 - Caramanhão e Guarda-Corpo


Os acessos à praia, atualmente processado por meio de escadas, será todo revisto. Todas as escadas existentes serão demolidas, já que, em sua maioria, não apresentam condições seguras de uso. Serão construídas, então, cinco novas unidades, sendo duas de menor porte, localizadas na Rua Lago Verde; outras duas posicionadas no ponto onde será reconstituído o muro de arrimo, em frente à Rua Lauro Sodré, e a principal, sinuosa, localizada ao final do prolongamento da via a ser construído, a qual funcionará, também, como local de embarque e desembarque das catraias.


4.2.1.7. TALUDE

O talude existente será tratado de maneira que possa possibilitar usos diversos dos que, hoje, se verificam. Em seu trecho mais plano, com 120 metros de extensão, haverá tratamento de regularização do piso e capeamento com areia para formar um platô. Nessa área serão dispostas três barracas de vendas, um play-ground com brinquedos e uma área de jogos. O platô será protegido por guarda-corpo metálico e será ligado ao já referido passeio sobre o muro de arrimo por meio de escadas e rampas.
As barracas de vendas serão construções em alvenaria, estruturadas em concreto e cobertas e com telhas de barro apoiadas sobre madeiramento (Fig.23). Estarão posicionadas na parte do platô mais próxima à praça, para participarem de forma mais direta das atividades ali realizadas.




Fig.23 - Barraca


Haverá, ainda sobre o talude, nas proximidades da grande escada de acesso à praia e embarque das catraias, um abrigo para dar apoio a essa operação (Fig.24). Essa construção terá estrutura mista em concreto, aço e madeira, a qual sustentará um telheiro cerâmico cobrindo uma área cimentada dotada de bancos e balcão de atendimento.





Fig.24 - Abrigo

O talude receberá, ainda, em frente à Travessa Copacabana uma rampa em concreto com largura suficiente para a descida e subida de embarcações.
O restante do talude, em suas partes mais íngremes, receberá, apenas, tratamento paisagístico.